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O painel: conferir e corrigir

O lado do escritório. Aqui a nota que chegou do WhatsApp vira número confiável: confere-se, corrige-se o que a leitura errou e lança-se o que nunca teve foto nenhuma.

O painel

É a primeira tela depois de entrar. Em cima, o que você quer saber num relance: quanto a obra gastou no período comparado ao período anterior, quanto está a pagar e já pago, e o que precisa de você — notas na fila de validação e categorias por confirmar.

O painel: o período no topo, os quatro números com a comparação, e abaixo o gasto acumulado, as categorias, o ritmo semanal e os fornecedores.
O painel: o período no topo, os quatro números com a comparação, e abaixo o gasto acumulado, as categorias, o ritmo semanal e os fornecedores.

O período escolhe-se no topo (7 dias, 30 dias, mês, mês passado, 3 meses, ano, tudo) e manda em tudo o que está abaixo, junto com o estado da obra (ativas, encerradas, todas) e as obras que você quer ver.

Uma exceção proposital: o gráfico Gasto acumulado da obra ignora o período. Ele mostra a obra inteira desde o início, porque um orçamento é o teto da obra — não o teto do mês. Com o orçamento definido, a faixa abaixo dele diz quanto falta e, no ritmo das últimas semanas, em quantas semanas chega lá. Com cotações decididas aparece mais uma linha: o comprometido — pedidos feitos, ainda sem comprovante — e quanto sobra do teto depois dele.

Os outros blocos respondem a perguntas diferentes: Onde foi o dinheiro (por categoria), Ritmo semanal (semana a semana, com a média — semana parada fica a zero, e isso é informação), Maiores fornecedores, Gasto por material (pela leitura dos itens das notas) e Últimos lançamentos.

O que entra nos números. Só as compras confirmadas. Ficam de fora as que estão por confirmar, as recusadas e as arquivadas. As compras lançadas sem documento entram, marcadas «sem nota fiscal».

A fila de validação

É a caixa de entrada do escritório: o que chegou e ainda precisa de uma decisão humana. Normalmente é uma coisa só — a obra a que a nota pertence.

A fila de validação: cada nota com a foto ao lado e o que falta decidir.
A fila de validação: cada nota com a foto ao lado e o que falta decidir.

O número âmbar do painel («Por atribuir») é um atalho para cá.

Todas as compras

A lista completa, com filtros por texto, obra, estado e categoria. É aqui que se procura uma nota específica.

A lista de compras. Repare nos marcadores: «🔀 Rateada», «sem nota fiscal», «sugerida» e «Por atribuir».
A lista de compras. Repare nos marcadores: «🔀 Rateada», «sem nota fiscal», «sugerida» e «Por atribuir».

Vale ler os marcadores, porque cada um conta uma coisa:

MarcadorSignifica
🔀 RateadaA nota está repartida entre obras. Cada obra conta só a fração.
Por atribuirAinda não tem obra. Não entra nos totais.
ValidadoConfirmada pelo escritório. Conta.
· sugeridaA categoria foi um palpite da leitura. Conta, mas dá para ajustar.
📎 sem nota fiscalLançada por comprovante ou à mão, sem documento fiscal.

Nos três pontinhos de cada linha estão as ações: ver detalhe, ver a nota fiscal, mostrar ao cliente (ou ocultar), não aceitar e arquivar. Nas obras que um cliente acompanha, a linha diz se ele vê a compra, e dá para marcar várias de uma vez: marque as caixas e use Mostrar ao cliente no fim da lista.

O detalhe de uma compra

Tudo o que se sabe daquele gasto, numa tela: o valor em destaque, o registro (quem vendeu, quando, qual obra, qual etapa, de onde veio) e a lista de itens lida da nota.

O detalhe: o registro em cima, os itens da nota embaixo.
O detalhe: o registro em cima, os itens da nota embaixo.

A coluna Descrição detalhada é o que faz a página Materiais funcionar: itens escritos com o mesmo texto passam a comparar preço entre compras. A nota diz BLOCO CERAMICO; você escreve «Tijolo cerâmico 9×19×19» — e a partir daí todas as compras desse tijolo andam juntas.

Se o fornecedor tem um pedido aberto numa cotação decidida, o detalhe pergunta «Este pagamento é de uma cotação?» — e «Sim, paga este pedido» tira o valor do comprometido. Veja Cotações.

Corrigir o que a leitura errou

O botão ✎ Editar abre a nota com a foto ao lado dos campos. É de propósito: corrigir um valor olhando para a nota é outra coisa do que corrigir de cabeça.

Editar: o documento à esquerda; à direita, os campos em três blocos — Documento, Obra e etapa, Equipamento e veículo — e um só «Salvar» para tudo.
Editar: o documento à esquerda; à direita, os campos em três blocos — Documento, Obra e etapa, Equipamento e veículo — e um só «Salvar» para tudo.

Os campos vêm em três blocos:

Apagar a data devolve a nota ao estado «estimada (dia do envio)». Apagar o nome do fornecedor limpa o fornecedor.

Dividir uma nota pelo painel

O que o comprador faz pelo WhatsApp, o escritório faz aqui — e refaz quantas vezes quiser. Em Mais opções → Rateio entre obras:

O rateio no painel: valor por obra, com a porcentagem entre parênteses.
O rateio no painel: valor por obra, com a porcentagem entre parênteses.

Você escolhe as obras e o valor de cada uma; eles têm de somar o total da nota, e são precisas pelo menos duas obras. Remover rateio devolve a nota a uma obra só.

Lançar à mão

Nem todo gasto chega por foto. Mão de obra subcontratada, aluguel de equipamento, o acerto do fim do mês — nada disso tem cupom. O botão + Novo lançamento dá dois caminhos:

Dois caminhos: subir o documento para ele ler, ou preencher você mesmo.
Dois caminhos: subir o documento para ele ler, ou preencher você mesmo.

O primeiro é o mesmo motor do WhatsApp: você sobe a imagem ou o PDF, ele lê e preenche, você confere. O segundo é o formulário completo — e tem um modo que vale conhecer:

O modo «Por pessoa (folha)»: uma linha por pessoa, e o total soma sozinho.
O modo «Por pessoa (folha)»: uma linha por pessoa, e o total soma sozinho.

Em Por pessoa (folha) você escreve uma linha por pessoa (nome ou função) com o valor de cada uma, e o total se faz sozinho. É a folha da semana lançada de uma vez, sem calculadora.

Sem anexo, o lançamento nasce marcado «Sem nota fiscal» — e entra na conta do mesmo jeito.

Materiais: o preço que você já pagou

Esta é a página que transforma o histórico em poder de compra — e é a única que depende de você para funcionar. Ela agrupa os itens pela descrição detalhada que o escritório escreveu no detalhe da compra. Enquanto ninguém escrever, ela fica vazia.

A mesma coisa em duas lojas: R$ 89,90 e R$ 37,90 pelo saco de cimento.
A mesma coisa em duas lojas: R$ 89,90 e R$ 37,90 pelo saco de cimento.

O trabalho é pequeno e paga rápido. Duas notas diziam CIMENTO CP-II 50KG e CIMENTO CPII 50KG — para o sistema eram dois materiais diferentes. Escrevendo «Cimento CP-II 50 kg» nas duas, elas passaram a se comparar: R$ 89,90 o saco numa loja, R$ 37,90 na outra.

Repare no que a tabela mostra junto com o preço: a quantidade e a data. Os R$ 37,90 eram 120 sacos de uma vez, em junho; os R$ 89,90 foram um saco avulso em agosto. «Mais barato até agora» é um fato do histórico, não um conselho — quem decide é você.

A unidade sai da própria nota: a página diz «por saco», «por m³», «por mil», «por un». Materiais com unidades diferentes não são somados na mesma linha.

E o mesmo dado responde no WhatsApp: quem está na loja escreve preço cimento e recebe a comparação antes de comprar. Veja os comandos por escrito.

Não aceitar e arquivar

São coisas diferentes, e a diferença importa:

Os alertas

O sininho no canto superior direito junta o que ficou pendente: documento que não se conseguiu ler, gasto que entrou sem valor, gasto sem data. Cada aviso leva direto à tela onde ele se resolve — não a uma lista onde você teria de procurar de novo.

A seguir: Cotações: comparar orçamentos →